Resumo: Por intermédio da análise comparada dos romances Amor de Perdição (1862), de Camilo Castelo Branco (1825-1890), e A relíquia (1887), de Eça de Queirós (1845-1900), pretendo demonstrar a forma como os autores veicularam críticas de cunho (anti) clerical em suas ficções. Grafo o prefixo “anti” entre parênteses porque concomitantemente a um discurso de oposição ao clero, à Igreja e outros assuntos relacionados à esfera religiosa, nota-se apologias positivas a um determinado tipo de religioso e de religiosidade que se desejava para a sociedade. A comparação buscará aproximar dois autores comumente tidos como distantes um do outro, não somente por questões de ordem estética (Camilo, Romântico versus Eça, Realista), mas também por conta da forma como retratavam e criticavam a sociedade portuguesa oitocentista em seus escritos.

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